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2º FÓRUM JOVENS ARQUITETOS LATINO-AMERICANOS

*texto publicado no jornal O Povo em 11/5/13

 

 

A cada dia, somos bombardeados por notícias e números de como nossa cidade vem crescendo de forma desordenada, sem planejamento e sem um debate mais amplo. Da grande obra pública, passando pela nova torre empresarial, chegando às favelas, todos disputam um lugar privilegiado nessa grande casa coletiva, a cidade. A arquitetura foi sendo alijada deste processo, ficando em um papel secundário, quase sempre relacionado à função de embelezar a cidade. Ao mesmo tempo, temos visto soluções urbanas e arquitetônicas de grande qualidade sendo implantadas em outros países da América Latina e mesmo em outros estados brasileiros.

 

Nestes casos, percebemos a importância de uma postura ativa e propositiva dos arquitetos no processo de construção das cidades, e do grande valor de momentos de debate e reflexão sobre a importância da profissão.

 

O Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos (FJAL) foi uma ideia que surgiu neste contexto, numa tentativa de reacender uma discussão entre arquitetos e sociedade sobre qual cidade queremos construir nos próximos anos. Estas ideias se consolidaram na primeira edição do evento em junho de 2011, quando, entre mais de 500 participantes, o FJAL tratou do tema “Inserções numa realidade periférica”, focando nas novas práticas arquitetônicas que encaram as dificuldades em meio às complexas situações políticas, sociais, culturais e econômicas dos países latino-americanos, não como limitações, mas como um estímulo para a criatividade.

 

Conscientes do risco – mas também da necessidade – de realizar mais uma vez este momento de troca de experiências, o mesmo grupo decidiu organizar a segunda edição do FJAL. Seguindo os princípios já citados e o formato da edição anterior, em que os vários arquitetos apresentam palestras sobre o trabalho que vêm desenvolvendo, o evento explora agora o tema “(Des)construindo fronteiras”.

 

A palavra fronteiras adquire significados e abrangências múltiplas, tais como as influências entre os países, as possibilidades de atuação do arquiteto e a crescente interdisciplinaridade necessária às discussões urbanas. A ideia, mais uma vez, não é buscar respostas consolidadas ou discutir o certo ou errado, mas gerar perguntas e inquietações. Principalmente, continuar explorando estas boas práticas que acontecem em realidades semelhantes para que busquemos novas possibilidades de atuação. Que este evento seja um estímulo para o surgimento de outras iniciativas que objetivem, sempre, a melhoria de nossas práticas e de nossas cidades.

 

Bruno Braga