
Pavilhão Solo Comum
Common Soil Pavilion
Rede Arquitetos
Bianca Feijão, Bruno Braga e Luiz Cattony
Arthur Clemente, Maria Vitória Vasconcelos, Moana Machado e
Pedro Fernandes
Lins Arquitetos
Cintia Lins, Deborah Lins e George Lins
Beatriz Vieira, Elias Portela, Kelma Pinheiro, Kelsyo Sousa, Larissa Ribeiro, Naila Paiva, Pedro Santos, Savio Martins, Thaiza Cavalcante e Yuka Ogawa
Consultoria Estrutura
Pilotis Estrutural
PF Engenharia e Consultoria Estrutural
Consultoria Tijolos
Sustenta Tijolos Ecológicos
Montagem
Guilherme Pardini, Edimar Santana, Geison Santana, Aílton Silva, Robério Silva e Wellington Gonçalves
Imprensa
Alessandro Fernandes
COBOGÓ Relações Publicas
São Paulo, 2025
Solo
Ao tratarmos de extremos, partimos do questionamento sobre como viver, nos adequar e, sobretudo, como construir no cenário de condições extremas para o qual caminhamos. Adotamos, então, o material mais comum, que marca as construções e as paisagens urbanas, seja na cidade formal ou na informal: o tijolo. Essa construção experimental busca investigar maneiras de construir melhor com o tijolo, que apesar de sua pequena dimensão, tem grande repercussão em escala. O tijolo ecológico foi escolhido, então, por partir do solo, um elemento presente em todo o território, além de não possuir queima em sua execução, apenas areia, cimento e água prensados. Esses tijolos são, então, montados no pavilhão sem argamassa, utilizando de artifícios para sustentação o peso próprio e uma malha estrutural de amarração tubular. Uma estrutura seca, desmontável, extrema.
Comum
Ao mesmo tempo em que é desmontável e possível de ser pensado em diversas conformações, o pavilhão se insere especificamente no local onde será exposto. Partindo das linhas convergentes da rampa da Oca, dá continuidade a essas linhas invisíveis finalizando o percurso do espaço. As paredes não dividem nem criam lugares fechados; elas direcionam, convidam o olhar e o caminhar para esse espaço aberto, sugerido, comum. A intervenção suscita, ainda, discussões sobre modelos de construção temporários em cenários emergenciais, reforçando que os novos desafios que enfrentamos exigem, cada vez mais, o exercício de propor novas arquiteturas.
Solo Comum
Solo comum trata daquilo que próprio da nossa existência, nosso solo, ao mesmo tempo em lida com o que é ordinário, cotidiano. Reflete, portanto, sobre o que dividimos, como vivemos em comunidade, como partilhamos aquilo que nos é comum.
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Soil
When addressing extremes, we begin by questioning how to live, how to adapt, and above all, how to build in the scenario of extreme conditions toward which we are heading. We therefore adopted the most common material, which defines both constructions and urban landscapes, whether in the formal or informal city: the brick. This experimental construction seeks to investigate ways of building better with the brick which, despite its small dimension, has large-scale impact. The ecological brick was chosen because it comes from the soil—an element present throughout the territory—and requires no firing in its production, only pressed sand, cement, and water. These bricks are then assembled in the pavilion without mortar, relying for support on their own weight and on a tubular structural binding mesh. A dry, dismantlable, extreme structure.
Common
While being dismantlable and possible to be conceived in various configurations, the pavilion is specifically inserted in the place where it will be exhibited. Starting from the converging lines of the Oca ramp, it continues these invisible lines, completing the spatial path. The walls neither divide nor create enclosed places; they guide, inviting the gaze and the walk into this open, suggested, common space. The intervention also raises discussions about models of temporary construction in emergency contexts, reinforcing that the new challenges we face increasingly demand the exercise of proposing new architectures.
Common Soil
Common soil addresses that which belongs to our very existence—our soil—while at the same time dealing with what is ordinary, everyday. It reflects, therefore, on what we share, how we live in community, how we partake in what is common to us all.
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