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CONCURSO HABITACIONAL SAMAMBAIA - CODHAB

Autores: Bruno Braga, Bruno Perdigão, Igor Ribeiro e Luiz Cattony;

Distrito Federal, 2016.

 

O maior desafio da proposta foi trabalhar em um cenário de grandes limitações das premissas de projeto, sejam elas da legislação, de questões sociais ou de recursos econômicos, sem deixar que isso fosse transformando em um limitante para o projeto. Pelo contrário, a qualidade criativa da proposta deveria surgir, justamente, da maneira de se abordar tais problemas, buscando uma solução de qualidade arquitetônica mas que fosse sensível a todas as complexas questões que envolvem um projeto de habitação social.

 

Partindo de uma leitura das condições e exigências do projeto, concluiu-se que, em resumo, o projeto se tratava de um edifício multifamiliar vertical, com unidades padronizadas de dois quartos, a ser implantado de forma econômica em um terreno exíguo quadrado de trinta metros de lado, mas que também fosse flexível para se adequar a outras possibilidades de implantação. Entram nessa descrição pragmática questões fundamentais para a solução do projeto, como a relação direta entre programa e estrutura, a escala da verticalização e a flexibilidade como estratégia projetual.

 

No caso deste projeto, programa e estrutura estão intimamente conectados, e a definição de ambos tem que acontecer de forma coerente e integrada. A solução proposta, então, parte de uma estrutura independente de concreto simples que, seguindo o módulo de 1,20m, possui vãos de 6,00m por 7,20m, dentro da qual se distribuem das unidades. A fim de evitar a simples repetição horizontal e vertical das unidades, criando um padrão monótono e sem identidade, foram pensados dois modelos de unidades que, apesar de possuírem praticamente a mesma área, possuem dimensões distintas. Essas unidades foram organizadas em dois padrões distintos de pavimentos-tipo que, combinados alternadamente, intensificam a variação pretendida para o edifício. Pela área construída e o número de pavimentos exigidos, buscou-se adotar estratégias para amenizar a verticalidade do conjunto, repetindo os pavimentos de dois em dois. O arranjo das unidades gera balanços ocasionais de 1,20m em relação à estrutura, gerando tanto a desejada quebra da rigidez do bloco vertical mas também áreas de sombreamento para as aberturas inferiores. Os fechamentos externos das fachadas são pensados como plug-ins que podem se adequar a cada orientação. Hora simples aberturas verticais, hora brises de concreto, sua única diretriz mais rígida é seguir a modulação do projeto, e, ao atuarem como os elementos finais do edifício, podem inclusive variar de terreno para terreno, dando identidade à cada proposta.

 

Um outro aspecto fundamental no projeto é a sua flexibilidade. O arranjo das unidades distribuídas dentro da trama estrutural pode acontecer de diversas formas, variando de acordo com cada demanda. Assim, mais do que um projeto modelo padronizado que se repete sem qualquer adequação e sensibilidade ao lugar onde está implantado, o que se propõe aqui é um modelo de projeto flexível, em que se definem as articulações das áreas fixas, ou seja estruturas e infraestruturas, permitindo diferentes arranjos para as unidades e possibilidades de fechamentos. Dessa maneira, o mesmo conceito pode ser aplicado em diferentes contextos, adequando-se a questões topográficas, de área ou de posição em relação à insolação e ventilação.