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INTERSEÇÕES PORTUGUESAS NA ARQUITETURA CEARENSE: UM CAMINHO POSSÍVEL?

*artigo selecionado para apresentação oral no IV Seminário Internacional da Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo de Língua Portuguesa - A Língua que Habitamos, que aconteceu em abril de 2017, em Belo Horizonte, MG.

 

Introdução

A reflexão sobre os aspectos intrínsecos ao processo projetual que geram a forma arquitetônica está no cerne do estudo sobre a teoria de projeto. Trata-se da busca por algo anterior à realização do edifício que se coloque ao conhecimento do arquiteto, possibilitando suas interpretações, e que, no caso do projeto, são questões relativas, na grande maioria dos casos, às demandas e determinações do lugar, do programa e da construção (MACIEL, 2003). Uma vez que o cenário atual mostra-se mais diverso e mais conectado do que nunca, um esforço importante que pode guiar a pesquisa sobre os motivos que geram as diversas formas arquitetônicas é o de, em meio a tal heterogeneidade, encontrar pontos de interseção. Para isso, entendendo a arquitetura como um componente da produção do espaço não apenas físico, mas socialmente construído, compreendido pelo conjunto de elementos materiais transformados pelas práticas econômicas, apropriados pelas práticas políticas e constituídos em significação pelas práticas culturais (BARRIOS, 1987), além de se buscar relações formais, é preciso buscar conexões sociais.

No cotidiano da arquitetura produzida no Estado do Ceará, localizado no Nordeste do Brasil, é possível observar a permanência de métodos construtivos poucos industrializados, com o predomínio de estruturas de concreto moldado in loco e vedações em alvenaria em tijolo cerâmico, o que se deve tanto a tradições construtivas como a fatores econômicos. Se no período moderno isto foi incorporado ao repertório projetual, o mesmo não se observa na contemporaneidade. De um lado, há uma produção “de mercado”, em que a linguagem oscila entre os modismos ditados por motivos comerciais, ora de volta ao passado, ora de aspecto futurista. De outro, uma produção “autoral”, de forte influência da arquitetura praticada nas regiões Sul e Sudeste do país.

Ambas geram contradições. Na primeira, existe um contraste entre a imagem sofisticada que se busca e a materialidade “simples” das tradições construtivas locais. Na segunda, busca-se uma linguagem ligada a uma industrialização que muitas vezes não faz parte da realidade local. As duas situações geram incoerências com os métodos construtivos locais, criando uma arquitetura que parece querer ser o que não é.

A partir desta reflexão, percebe-se na arquitetura exercida em Portugal uma resposta coerente entre uma linguagem contemporânea e a tradição construtiva local, tendo a exploração da luz natural, a especulação geométrica e a austeridade como possíveis pontos de interseção nas respostas formais a tais questões.

O objetivo do trabalho é realizar uma reflexão crítica e traçar possíveis conexões identitárias entre os componentes sociais presentes nos dois contextos citados. Através da análise dos aspectos que os constituem, que vão desde questões econômicas e construtivas até culturais e climáticas, espera-se poder identificar tais interseções e como elas podem ser exploradas. Finalmente, buscando representar na prática tais concordâncias, será analisado o processo de um projeto elaborado à luz de tais influências, o bloco administrativo da Universidade Federal do Ceará no município de Crateús, cujos autores deste trabalho integraram a equipe de projeto. Busca-se, dessa forma, verificar a vigência deste caminho como uma possibilidade de produzir uma arquitetura adequada e de qualidade no Ceará.

Aproximação teórica sobre o projeto

Para ampliar o entendimento do processo de projeto e não restringir a análise apenas a questões formais se faz necessário colocar quais são os componentes teóricos que irão embasar o trabalho. Como afirma Piñon (2006, p. 218), uma teoria do projeto deve, justamente, elencar de forma coerente os critérios segundo os quais os ‘problemas apresentados pela concepção e configuração de arquiteturas concretas’ serão abordados.

A aproximação à questão projetual parte de duas premissas básicas: a primeira trata do projeto em si e de seus condicionantes, e a segunda sobre a produção do espaço para além de sua dimensão material, considerando sua dimensão social.

Sobre a primeira, como já mencionado, os pontos fundamentais a serem incorporados são lugar, programa e construção. Estes pontos são utilizados também por Mahfuz (2003), que adiciona o que ele chama de “estruturas formais”, compondo o quaterno contemporâneo, conceito que tem como base a tríade vitruviana (VITRÚVIO, 2007), inserindo a preocupação com o lugar. Segundo ele, a atualização destas interpretações pode auxiliar na redefinição dos aspectos essenciais à arquitetura, considerando programa, lugar e construção como condições internas ao problema projetual e o repertório de estruturas formais como condição externa que possibilita a síntese formal das outras três.

Na segunda premissa, torna-se indispensável entender o espaço como algo socialmente construído, considerando suas dimensões política, econômica e cultural. Castelo (1997a) critica a ausência da relação entre sociedade e construção do espaço em grande parte da produção atual brasileira, o que, segundo ele, favoreceu uma ‘insubmissão do arquiteto à crítica do projeto e ao seu resultado material’, impedindo o entendimento pleno da profundidade das repercussões sociais das construções e relegando o arquiteto a uma impotência gerada pela indeterminação teórica desta falta de conexão. Ainda segundo Castelo, a noção apropriada do conhecimento arquitetônico que o direciona não apenas para si, mas para a sociedade, é ‘condição vital para a superação dessa arquitetura reflexa, vegetativa, emprestada e imitativa’ (CASTELO, 1997b)

É justamente nestas questões que se pode buscar um embasamento para a prática projetual, e não em algo externo a tais premissas, como analogias, metáforas ou discursos filosóficos capazes de articular todos os condicionantes projetuais em uma forma significativa (MACIEL, 2003). É possível, então, chegar a formas que não sejam alheias às questões intrínsecas de cada projeto, e que possam, de fato, ser consideradas como pertinentes.

 

Recortes

Analisando a produção arquitetônica contemporânea do Ceará, verifica-se uma ausência desta base teórica, gerando, como já mencionado, uma produção meramente comercial e/ou alheia às condições específicas locais. Numa busca por referências que possam auxiliar na obtenção das razões por trás da forma, Portugal se apresenta como exemplo onde a arquitetura consegue ter este entendimento anterior. Torna-se necessário, agora, a partir das diretrizes teóricas expostas, identificar tais pontos em ambos os lugares e as respectivas conexões.

 

Sobre a arquitetura em Portugal

O recorte proposto pelo trabalho não abrange toda a produção arquitetônica portuguesa, mas busca identificar características dominantes na produção mais difundida.

Rodeia (2007) traz uma afirmação que permite definir esta produção ao ressaltar que este modus operandi, apesar de não ser o único na produção atual, é ‘aquele que, abrindo novos caminhos, melhor continua e renova a tradição de uma modernidade particular que foi e é razão para o respectivo reconhecimento nacional e internacional’. Segundo ele, se trata de um fazer que não se pode desvincular dos territórios em que opera, e que sempre foca no projeto, seus processos e contextos, ‘na procura de sínteses simples, precisas e possíveis, em que o novo não é frivolidade nem qualquer obsessão e em que a “linguagem” é menos pretexto e mais resultado.’.

Para caracterizar esta arquitetura, Rodeia (2007) propõe três pontos de partida que, por estarem de acordo com a abordagem teórica colocada pelo trabalho, serão utilizadas como parâmetro.

O primeiro defende que a arquitetura portuguesa tornou-se reconhecida internacionalmente principalmente por seus melhores arquitetos, dentre os quais se destaca Álvaro Siza (1933), Gonçalo Byrne (1941), Eduardo Souto de Moura (1952) e João Luís Carrilho da Graça (1952). Ainda hoje referência internacional, exercendo forte influência sobre as gerações mais jovens, principalmente por apresentar fortes relações com o território, um fazer local inserido no global[1].

O segundo ponto trata das raízes que originaram a tradição arquitetônica ao longo do século XX, partindo inicialmente de um lado da tradição das Belas-Artes das Escolas de Arquitetura de Lisboa e Porto, de origem francesa e parisiense e mais alienada de seu contexto, e de outro da tradição romântica, de influência inglesa e nórdica, que buscava uma arquitetura com uma identidade nacional. A partir daí, outras quatro raízes se desenvolvem de maneira complementar: as experimentações do Moderno entre os anos 1920 e 1940 com influência Art-Déco com novas manipulações programáticas, materiais e formais; a força da questão da habitação universal como imperativo ético, gerando interessantes experimentações urbanas e paisagísticas; a postura cosmopolita de Lisboa, com influências da arquitetura moderna brasileira, Alvar Aalto, Aldo Rossi, dentre outros; e a afirmação da Escola de Arquitetura do Porto e de Fernando Távora, unindo ao fim a tradição da Belas-Artes com a romântica.

No terceiro ponto tem-se que a relação intrínseca entre a arquitetura portuguesa e o território é uma de suas maiores características, e faz com que a arquitetura surja a partir do entendimento de ‘suas lógicas, matrizes, modelos e temas legitimadas pelo tempo e com o tempo.’ (RODEIA, 2007).

Deste entendimento, é possível traçar repercussões concretas. Austeridade e compacidade da forma, integração com o lugar e exploração da luz, características de boa parte dessas obras, não por estilo, mas como consequência da compreensão da tradição arquitetônica e dos novos desafios contemporâneos. Sobre a Casa no Litoral Alentejano (figura 01), dos irmãos Aires Mateus, Carvalho (2004) afirma que, apesar de indubitavelmente contemporânea, a casa mostra um olhar atento às construções do entorno, volumes elementares com poucas aberturas que se conectam com a paisagem, o que também aparece na casa, em seu ‘espaço escavado no interior; paredes espessas e recurso a poucos materiais. (...) A casa pode estar totalmente aberta ao exterior, e em simultâneo ser um organismo de espaços escavados na massa “branca”’.

A seguir serão colocadas algumas condicionantes da arquitetura produzida no Ceará para que, na análise do objeto de estudo, possam ser traçadas as interseções entre ambos.

 

Figura 01 – Casa Litoral Alentejano, de autoria do escritório Aires Mateus.(Fonte: Daniel Malhão)

Sobre a arquitetura no Ceará

Como afirma Castro (1982), se analisarmos o panorama geral da produção arquitetônica no Ceará, a atuação de arquitetos é bastante recente. Desse modo, a arquitetura popular figura com predominância neste panorama, e mesmo os exemplares mais eruditos têm fortes referências nestas origens comuns. Assim, ‘a busca da chamada correção do risco’ (CASTRO, 1982, p. 7) ocorre, ainda eventualmente, somente a partir do século XIX, com o neoclassicismo. Este entendimento é fundamental para a compreensão dos aspectos sociais que subsidiam a arquitetura no Ceará.

No desenvolvimento da arquitetura no século XX, o Ceará, no início, integra-se ao ambiente nacional e mesmo internacional, ainda dominado pelo ecletismo arquitetônico. Apenas a partir da metade do século, começam a surgir jovens arquitetos, diplomados em outras cidades do país, que retornam à terra natal e formam o grupo responsável por implantar a Escola de Arquitetura da Universidade Federal do Ceara em 1965 (CASTRO, 1982). Se, num primeiro momento, esta produção encontra no modernismo uma base de atuação, a partir do final do século XX até a contemporaneidade, existe um desligamento da prática arquitetônica com estes motivos anteriores e fundamentais, tornando urgente se pensar em estratégias de buscar uma reaproximação destes.

Outro aspecto fundamental de se compreender na arquitetura cearense é a diferença climática ao longo do Estado, de modo que a arquitetura produzida no Ceará é mais ampla do que a que se produz na sua capital, Fortaleza. Além das questões sociais, o clima litorâneo da capital é distinto do semiárido, à medida que se distancia do mar, exigindo posturas distintas em cada situação[2].

Ao falar da Casa dos Inhamuns, uma casa genérica do sertão cearense cujas características se dão em função das condições do lugar, Roberto Castelo[3] coloca que ‘Essa casa pertence ao sertão e não existe fora dele. Permanece obra como obra. Fora do sertão ela não tem sentido. A sua essência nele está. Trata-se de uma condição originária: o sertão é o seu espaço essencial’. Assim como na arquitetura portuguesa, a austeridade da tradição se coloca como necessidade mais que como estilo ou capricho, e é a partir dela (e não apesar dela) que a criatividade da arquitetura contemporânea deve aflorar (figura 02).

Figura 02 – Casa no sertão do Ceará. (Fonte: Yuka Ogawa)

 

O que se percebe ao analisar os dois contextos citados é que é possível relacionar as condições geradas para a materialização da prática arquitetônica no Ceará e em Portugal e, através da análise do edifício a seguir, serão apresentadas como as estratégias baseadas nos aspectos internos do projeto, lugar, programa e construção, foram utilizadas com base no entendimento do espaço em sua dimensão social, visando expor as interseções apontadas anteriormente.

 

Um edifício

Uma vez que o ponto de partida dos autores é o Ceará, foi escolhido um edifício deste local, no qual os autores compuseram a equipe de projeto, podendo atestar como estas influências, consciente ou não, aconteceram ao longo do processo. O edifício escolhido foi o bloco administrativo do campus da Universidade Federal do Ceará no município de Crateús (figura 03).

Figura 03 – Bloco administrativo da UFC em Crateús. (Fonte: Joana França)

A análise vai abordar as duas premissas teóricas propostas e também expor como as estratégias formais utilizadas podem apontar a possível interseção com a arquitetura portuguesa.

O edifício é o primeiro do conjunto de blocos previstos pelo plano diretor desta unidade acadêmica e tem uma dupla função: abrigar o programa administrativo do conjunto e servir como portal de entrada para o campus, moldando, assim, a forma do edifício, bipartida por uma inflexão que separa um trecho edificado e fechado do outro aberto e fluido.

O acesso, pelo trecho aberto, mais que edifício é uma grande sombra de pé direito duplo, gerando uma área de encontro e convívio. Este espaço, deliberadamente sem uso definido, muda ao longo do dia, uma vez que possui, de um lado um jardim que recebe a luz desenhada por um conjunto de pergolados, e do outro o reflexo da paisagem e do por do sol refletidos na esquadria de vidro de acesso, a parte mais fechada do edifício (figura 04).

Figura 04 – Sombra da pérgola no pórtico de entrada. (Fonte: Joana França)

Em contraponto, o setor administrativo apresenta-se como um volume hermético onde quase não se vê seu interior, seja pelo vidro espelhado na entrada, seja pela pele de cobogós na fachada posterior (norte) que a protege da insolação direta, ou pela fachada frontal (sul), opaca e com iluminação zenital. Estes artifícios contribuem tanto para um isolamento do seu interior em relação ao clima quanto para a flexibilidade do programa, permitindo alterações futuras sem alterar o caráter externo do prédio. Internamente, uma recepção de pé direito duplo distribui os fluxos nos dois pavimentos. No térreo, estão as salas de diretoria e secretaria, além dos serviços e um conjunto de banheiros e vestiários. No pavimento superior se encontram as coordenações e uma bateria de banheiros com copa. Estes ambientes são conectados por um corredor, que deixa de ser apenas espaço de circulação e também pode funcionar como estar e encontro (figura 05 e 06).

Figura 05 – Esquema de concepção do edifício. (Fonte: Rede Arquitetos)

Figura 06 – Plantas do edifício. (Fonte: Rede Arquitetos)

O que se percebe ao analisar o processo deste projeto é que, ao responder às questões de lugar, programa e construção, as condições concretas de materialização desta forma que vão se consolidando possibilitam estratégias similares às utilizadas pelos exemplos da arquitetura portuguesa aqui citada. A relação com o território do semiárido culminou no desenvolvimento de uma forma com predomínio da massa, permitindo ventilação e insolação controladas, ao mesmo tempo em que o edifício se coloca como um objeto autorreferente integrado numa paisagem vasta e pouco ocupada. Com este entendimento, se desenvolve essa arquitetura austera, que aproveita a massa para explorar jogos de volumetria, luz e sombra, caminho este que é facilmente percebido na arquitetura produzida em Portugal.

Conclusão

Estas possíveis lições da arquitetura contemporânea portuguesa para a produção cearense foram desenvolvidas a partir de inquietações surgidas ao longo do desenvolvimento do projeto do edifício apresentado, mas também a posteriori em reflexões sobre processos que, inicialmente, surgiram inconscientes. É parte do trabalho teórico fazer com que esses insights aparentemente espontâneos sejam repensados e transformados em repertório consciente para aprimorar a prática projetual.

Além disso, cabe ressaltar que o Brasil possui dimensões continentais, sendo o Ceará parte de uma região periférica do país. De certo modo, não é estranho pensar que algumas vezes referências estrangeiras, como de Portugal, nos pareçam tão ou mais próximas que referências de outras regiões do Brasil.

É preciso reforçar que o objetivo desse trabalho não é fazer uma análise profunda da arquitetura portuguesa nem sugerir que toda a arquitetura produzida no Ceará seja feita com base no que foi exposto. Apenas se busca uma reflexão sobre pontos específicos que podem trazer um diálogo enriquecedor para a produção local, indicando um caminho, dentre tantos outros, que se mostra pertinente e viável, onde o novo não é frivolidade nem obsessão e em que a linguagem não é pretexto, e sim resultado.

Bibliografia

BARRIOS, Sonia, A Produção do Espaço, In: SOUZA, Adélia de e SANTOS, Milton (Orgs.), A Construção do Espaço, São Paulo: Nobel, Coleção Espaços, 1986;

CARVALHO, Ricardo, A casa elementar. Casa na costa alentejana de Manuel e Francisco Aires Mateus Arquitetos, Arquitextos, São Paulo, ano 05, n. 052.02, Vitruvius, set. 2004 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/05.052/546>;

CASTELO, Roberto Martins, Novos arranjos arquitetônicos, O Povo, Fortaleza, 1 nov. 1997, O Sábado, p. 1-2;

CASTELO, Roberto Martins, A arquitetura e o vínculo social, O Povo, Fortaleza, 25 nov. 1997, Opinião, p. 1-2;

CASTRO, José Liberal de, Ceará, sua arquitetura e seus arquitetos, In: Cadernos Brasileiros de Arquitetura: Panorama da Arquitetura Cearense, v. 1, São Paulo: Projeto Editores, 1982;

MACIEL, Carlos Alberto, Arquitetura, projeto e conceito, Arquitextos, São Paulo, ano 04, n. 043.10, Vitruvius, dez. 2003 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.043/633>;

MAHFUZ, Edson da Cunha, Reflexões sobre a construção da forma pertinente, In: PROJETAR, 2003, Natal. PROJETAR - I Seminário Nacional sobre Ensino e Pesquisa em Projeto de Arquitetura, Natal, 2003;

PIÑON, Hélio, Teoria do projeto, Porto Alegre: Livraria do Arquiteto, 2006;

RODEIA, João Belo, Ritos antigos e caminhos novos. Obras recentes de uma Arquitetura portuguesa contemporânea, Arquitextos, São Paulo, ano 07, n. 081.00, Vitruvius, fev. 2007 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.081/267>;

VITRUVIO, M. L., Tratado de Arquitetura, São Paulo: Martins Fontes, 2007.

[1] Como coloca Rodeia (2007) sobre a influência destes arquitetos na produção contemporânea: ‘Todos, com os seus gestos, estarão presentes nas obras que hoje serão apresentadas. E em todos permanece presente um fazer Projetual e humanizado entre as razões estruturantes dos territórios em que operam – um fazer local desde a globalidade –, origem fundacional da nossa distinta tradição arquitetônica’.

[2] Rodeia (2007) também afirma ser esta uma situação presente no território português: ‘Portugal é um pequeno País marítimo. Porém, o seu território possui grande diversidade paisagística, do sul ao norte, e do norte às ilhas atlânticas. É um território com mais de dois mil anos de história de construção entre a terra e o mundo, entre a natureza e o homem, entre a sua existência local e a contaminação global. A sua Arquitetura não existe sem este reconhecimento, sem as suas lógicas, matrizes, modelos e temas legitimadas pelo tempo e com o tempo’.

[3] Texto não publicado intitulado ‘A casa dos Inhamuns’, escrito em 27/07/2015 e cedido aos autores.

Autores:

Bruno Braga

Bruno Perdigão

Igor Ribeiro

Luiz Cattony